#95 - Leis, Instituições e Poderes Locais na América Colonial

O episódio desta quinzena aborda as leis, instituições e poderes locais na América colonial. As decisões tomadas pela Coroa espanhola para seus domínios ultramarinos enfrentavam diversos desafios até chegarem ao seu destino. As enormes distâncias que separavam as colônias americanas da metrópole europeia, além da falta de informações, as disputas de poder entre diferentes grupos locais e as particularidades de cada uma das regiões faziam com que a recepção às leis e decisões tomadas pelo poder central fossem recebidas de formas muito diferentes. Entre o cumprimento das ordens e a rebelião aberta, havia uma série de nuances, que exigem uma análise mais detida sobre o processo de estruturação da administração colonial em terras americanas. Vice-reinos, audiências, cabildos, assim como instituições como a Casa de Contratação e o Conselho de Índias travaram entre si constantes conflitos, negociações e acordos que colocam em xeque a perspectiva de um império absolutista organizado de forma homogênea a partir de um centro metropolitano. Quais foram as leis e instituições criadas pela coroa para tentar administrar seus territórios na América? De que forma, essas decisões eram recepcionadas nas diferentes colônias? Quais eram os papéis e espaços ocupados pelas elites locais dentro do Império espanhol? De que forma os historiadores vêm tentando interpretar a relação entre o Império e seus domínios? Para responder a essas e outras questões, temos o professor Anderson Roberti dos Reis, professor de História da América da UFMT.
nosso convidado

É Professor Associado do Departamento e do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Concluiu o doutorado em História Social na Universidade de São Paulo (2012). Realizou estágio de pesquisa como visiting scholar no Instituto de Estudos Latino-Americanos (ILAS) da Universidade Columbia em Nova York (2018/2019). É autor de "República Letrada. Jesuítas e bom governo no México (séculos XVI-XVII)" (Appris, 2019) e de "A Conversão do Novo Mundo" (Paco, 2012), e coautor de "Sobre o Novo Mundo. A história e a historiografia das Américas na Primeira Modernidade em 10 entrevistas" (Prismas, 2018). Atua na área de ensino e pesquisa em História, com ênfase na História das Américas durante o período colonial. É líder do "LAméricas. Estudos e pesquisas em História da América Colonial" (UFMT/CNPq). Participa como pesquisador do polo brasileiro da Red Columnaria, do Laboríndio - Grupo de Pesquisa sobre o Trabalho nas Américas (USP/CNPq), da H_Moderna - Rede brasileira de estudos em História Moderna e do Grupo de Pesquisa "Corrupção e Poder no Mundo Ibérico (séculos XVI a XVIII)" (UFMG/CNPq). É chefe do Departamento de História da UFMT no biênio 2024-2026. Coordenou entre 2020 e 2022 o curso de Licenciatura em História da UFMT. Foi editor-chefe da Revista Territórios e Fronteiras (PPGHis-UFMT) entre 2015 e 2017 e vice-coordenador do Programa de Pós-graduação em História da UFMT entre 2013 e 2015. É parecerista de periódicos especializados em História e, neste momento, membro da equipe editorial das revistas "História - Unisinos" e "Estudos Ibero-americanos (PUC/RS)". Atualmente, desenvolve pesquisa sobre as relações entre trabalho e ociosidade e sobre os sujeitos e grupos classificados como vagabundos na sociedade novo-hispânica dos séculos XVI e XVII.
