#90 - O Brasil e as ditaduras militares do Cone Sul

Já é conhecido o fato de que o século XX marcou a América do Sul com um considerável número de regimes autoritários. É importante lembrar que a onda de golpes que atingiu a América Latina teve participação direta dos Estados Unidos, e levou ao poder o militarismo, a perseguição política e a repressão contra aqueles que os regimes acreditavam ser inimigos. A partir de 1964, os regimes ditatoriais surgidos no Cone Sul adotaram a Doutrina de Segurança Nacional (DSN), sendo o Brasil o país pioneiro no estabelecimento desse modelo. O exemplo brasileiro foi seguido pela Argentina em 1966 e 1976, pelo Chile, em 1973 e pelo Uruguai, nesse mesmo ano. Na sequência, com exceção de Venezuela e México, quase todos os países da região foram submetidos a regimes autoritários. Foram as Forças Armadas que deram o tom ao período, acompanhadas por membros da sociedade civil e setores políticos da direita. A colaboração entre as ditaduras sul-americanas se concretizou na Operação Condor (1975). Ainda que o Brasil negue sua participação formal, o país teve um papel ativo na articulação da repressão transnacional, por meio do Serviço Nacional de Informações (SNI) e os vínculos com serviços de inteligência dos outros países. As ditaduras no Cone Sul trouxeram diversas violações aos direitos humanos. Ao contrário do que aconteceu na Argentina e Chile, o Brasil protegeu os militares e civis envolvidos nos crimes de Estado. A história desses regimes continua pairando sobre as democracias sul-americanas, cujas instituições ainda enfrentam desafios quanto à impunidade dos envolvidos, a violência, e negação da memória histórica como um meio de resistência. De que modo o golpe, e posteriormente, o regime militar brasileiro foram absorvidos pelas demais ditaduras do Cone Sul? Como se dava a cooperação entre os serviços de inteligência militares na região? Nos anos 1980, como cada um dos governos autoritários saiu de cena no processo de transição à democracia? Para discutir essas e outras questões, tivemos a satisfação de entrevistar Samantha Viz Quadrat, da Universidade Federal Fluminense.
Nossa convidada

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